quinta-feira, 29 de abril de 2010

Para esquecer


Flamengo e Corinthians se enfrentaram pelas oitavas de final da Libertadores. Motivo suficiente para escrever um texto enorme falando do jogo, da falta de técnica, da chuva que encharcou o gramado, do gol de pênalti de Adriano, que continua indiferente a torcida e não comemorou o gol. Mas, diante da atuação atabalhoada de Ronaldo, que já foi fenômeno, darei o devido espaço ao jogador.

Durante toda a semana não se falava em outra coisa. O confronto entre Ronaldo e Adriano. Quem levaria a melhor? A possibilidade de ver um grande espetáculo frustrou aqueles que foram ao Maracanã, e mais ainda os fãs de Ronaldo.

Bola na canela, escorregão, falta de atenção e mobilidade. A atuação do jogador foi ridícula. Em nem um ponto lembrou o Ronaldo três vezes melhor jogador do mundo.

Talvez o problema tenha sido jogar contra o time do coração, uma partida decisiva, e com o estádio mais charmoso do mundo pintado de vermelho e preto. Ou talvez, seja apenas o reflexo das noitadas e da falta de comprometimento, que acomete a maioria das grandes estrelas quando volta ao Brasil.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Mancada da semana

A corrida do último domingo foi ótima para Felipe Massa, que terminou como líder do campeonato, boa para Bruno Senna e Lucas di Grassi, que finalmente cruzaram a linha de chegada e, péssima para Rubens Barrichelo.

Foi o que o mundo inteiro notou, após o piloto Rubinho se referir ao carro da Mercedes, que pilota, como porcaria. Mais tarde de cabeça fria tentou pôr panos quentes e se redimir.


"A porcaria do nosso carro ainda não está legal", falou Rubinho, com cara de poucos amigos.

No GP da Malásia o piloto brasileiro terminou na 12 posição, após o carro ficar parado na largada.

terça-feira, 30 de março de 2010

Um gênio nunca morre

Quem sabe, um dia, consigamos aceitar que Armando Nogueira não era eterno.

Seu corpo se foi, após dois anos de uma luta desigual com o câncer, mas seu legado continua infincado no chão desta terra. Armando é sim imortal. Seu coração parou, mas sua poesia continua pulsando como um coração de criança.

Nesta segunda-feira , o maracanã, acostumado a ser palco de comemorações e a tremular bandeiras multicoloridas, amanheceu tingido de preto. Preto de luto, ou talvez, preto do Botafogo. Time do coração de Armando. A tribuna de honra do estádio esqueceu os gols e as belas jogadas feitas com os pés, e fez reverência ao craque das palavras, velado no local.

Hoje, no último adeus, ultraleves sobrevoaram o cemitério e  as centenas de pessoas que acompanhavam o sepultamento do jornalista esportivo aplaudiram o mestre, e entoaram o hino do Botafogo.

Armando se vai e deixa inúmeros seguidores, que jamais irão se acostumar com a ausência de um gênio, que transferia para o papel a alma do esporte.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Decepção e Esperança

As coisas não saíram como deveriam e nem como os vascaínos esperavam. Após longos anos de jejum o vasco estava de volta a uma final. O fraco botafogo, sapecado com seis gols no último clássico, não seria empecilho para o gigante da Colina erguer a taça de campeão.

Vasco e Botafogo estavam na final, apesar dos sádicos estufarem o peito e atribuírem à sorte a presença desses times na decisão. Flamengo tinha o império do amor, Fluminense tinha Fred, mas o Vasco tinha Dodô e o botafogo (segundo a torcida alvinegra)) Loco Abreu, apesar do jeitão desengonçado. Mas não vou entrar nesse mérito. Confusão de torcida e opinião de comentarista parcial.

Confesso que a minha autoconfiança, como vascaína, extrapolava o limite aceitável para uma partida de futebol, onde favoritismo, sobretudo num clássico, não existi e é um passo para a derrota.Começou o jogo. Ao apito do árbitro vi a minha prepotência se esvair. As unhas iam diminuindo a casa lance, a cada segundo passado. O fraco time do Botafogo não ofereceria nenhum risco, caso a apatia, nervosismo, e mau futebol do Vasco não estivessem tão latente.

O vasco jogou mal e Nilton, aos 25 minutos do segundo tempo, resumiu numa entrada desleal a postura de todo o time. Total descontrole psicológico.
Agora é engolir o sapo e esperar dias melhores. E que eles venham semelhante aos áureos tempos da década de 90.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

É pouco


Na última rodada do Campeonato Brasileiro, os atos de vandalismo praticados pelos “torcedores” do Coritiba mancharam o futebol e a história do Coxa. Pouco se falou do rebaixamento do time de Campinas. A tristeza dos verdadeiros torcedores foi sufocada pelas pedras atiradas e agressões feitas à pessoas inocentes.

A partir de então, todos começamos a cobrar uma punição severa aos vândalos e ao próprio Coritiba. Mas será que o clube merece pagar pela atitude de alguns torcedores? Punir o clube significa punir toda a sua torcida. Não apenas os que invadiram o campo, lançaram bombas e barras de ferro como se lança pétalas de rosa, e feriram pessoas que estavam ali apenas para torcer.

Sim, durante algum tempo defendi a idéia de que não é justa a punição ao clube, mas a premissa milenar ainda persisti. “Os justos pagam pelos pecadores”.

Infelizmente, vivemos em um País em que a expectativa de impunidade é muito maior do que o medo de uma condenação. Apoiados na falta de punição, “torcedores” cometem atos cada vez mais insensatos, criminosos ficam ainda mais descarados, políticos roubam o dinheiro público como se fôssemos todos patetas.

Diante disso, é sim justa a punição ao clube. Os verdadeiros torcedores são capazes de entender que castigar o clube é castigar também esses “energúmenos (sem o perdão da palavra)”.

Em julgamento realizado pelo STJD, ficou decidido que o Coritiba sofrerá a perda de 30 mandos de campo e multa de R$ 610 mil.

É o suficiente? Sinceramente não. Não jogar em casa só vai tirar as famílias dos estádios. Os responsáveis por toda aquela algazarra irão onde o Coritiba estiver, e não serão, em nenhum momento, importunados.