segunda-feira, 21 de abril de 2008

Fim de semana de decisões

Fim de semana pra amante nenhum de esporte botar defeito.

Teve muitas decisões.

No Palestra Itália, Palmeiras e São Paulo fizeram um jogão, com aquele que está acostumado a ser o herói assumindo o papel de vilão. Rogério Ceni falhou no primeiro gol do Palmeiras, um chutaço de Léo Lima no meio do gol, e mais tarde se tornou mais um a perder a cabeça com o astro palmeirense. Um dos maiores e mais inteligentes jogadores do Brasil, não resistiu, e deu um tapinha no rosto de Valdívia.
O Palmeiras que venceu por 2 a 0, enfrenta na final do Campeonato Paulista a Ponte preta, do goleiro Aranha.

No Rio de Janeiro a decisão não foi menos emocionante. Botafogo e Fluminense se enfrentaram sobre os olhos atentos de 70 mil espectadores. Com direito a pênalti, bola na trave e gol aos 39 do segundo tempo.
Washington confirmou a tese de que o craque do time costuma perder pênalti, e desperdiçou a chance de colocar o tricolor carioca na frente, carimbando a trave.
Se em São Paulo o papel assumido por Rogério foi gozado, no Rio Renato Silva se encarregou de surpreender. Ao fazer o pênalti em Washington, se viu como vilão do folhetim, mais como acontece em muitas telenovelas, em que o vilão se regenera, Renato também se “regenerou” e se recuperou da lambança do primeiro tempo marcando o gol que deu a vitória ao Alvinegro carioca. Logo ele, que havia sido dispensado das laranjeiras. O Botafogo, campeão da Taça Rio, enfrenta o Flamengo, campeão da Taça Guanabara, na final do Campeonato Carioca.

Em Minas também teve decisão.
Os dois maiores times da região disputarão o Campeonato mineiro. Atlético, no ano do centenário, pega o Cruzeiro, que venceu o Ituiutaba por 3 a 1.

sábado, 19 de abril de 2008

Guga brilha, mas se despede do Brasil

Na manhã do dia 8 de junho de 1997, surgia para o Brasil e para o mundo Gustavo Kuerten. Naquela época, era apenas um garoto franzino e de cabelos arrepiados, um intruso que tentava se aventurar no saibro de Rolang Garros.

Aquela manhã se encarregou de apresentar Guga ao mundo. Não estava nem entre os 50 melhores tenistas, mais derrotou o espanhol Sergi Bruguera por 3 sets a 0 e conquistou o seu primeiro Grand Slam (conjunto dos quatros torneios mais importantes do circuito). E era só o começo.

A esquerda certeira e o sorriso acolhedor conquistaram os amantes ou não do tênis. Nos anos seguintes Guga alheio a pressões continuou mostrando porque merecia o título de melhor tenista brasileiro e desde 97 quando venceu Rolang Garros, e nos oito anos seguintes, nunca passou um ano sem levantar um troféu. Esse feito fez de Guga o 32ª na história em número de títulos.

Se o ano de 1997 se encarregou de apresentar Guga ao mundo. Os anos de 2000 e 2001 encarregaram de firmar o seu nome no hall dos grandes tenistas de todos os tempos. E mais uma vez Rolang Garros era uma importante peça da engrenagem Guga. Em 2000, mais uma vez como campeão do principal torneio de Grand Slam disputado sobre o saibro, Guga terminou o ano como número um do mundo e entrou para a história. Era o primeiro Sul-americano a conseguir tal feito.

Após tantas conquistas, o destino pregou uma peça. No final de 2001, problemas físicos levaram Guga a realizar no ano seguinte a primeira de duas operações no quadril. Operações, que ele ainda não sabia, mas que o levariam mais tarde a abandonar as quadras.

“Não é que eu não quero, é que não consigo mais” Disse Guga no torneio da Costa do Sauípe após uma derrota.

A esquerda não é mais a mesma, mas o sorriso acolhedor e o jeito vibrante de jogar permanecem intactos.

Na última quinta-feira, 17, Guga de despediu do Brasil. No aberto de Santa Catarina, em Florianópolis, enfrentou o seu conterrâneo Franco Ferreiro e perdeu por 2 sets a 0. Com parciais de 7/5 e 7/6. Num jogo arrepiante, Guga mostrou que um verdadeiro campeão nunca perde o jeito de jogar. É como aprender a andar de bicicleta e nunca mais esquecer. Nos fez lembra que aquela esquerda que disse, logo acima, que já não era mais a mesma, permanecia potente e capaz de derrubar qualquer adversário. Com a alegria que lhe é peculiar, o ex número 1 do mundo curtiu cada momento e lutou durante todo o jogo. O que nos fez lembrar os velhos tempos. A derrota não esmoreceu o público, que durante toda a partida vibrou e aplaudiu com a força e exaustão que ele merece. Gustavo Kurten não venceu, mais os aplausos foram dignos de um campeão.

“Foi além de qualquer expectativa que eu tinha. Eu me senti como nos grandes momentos. Jamais esperava que fosse jogar tão bem” - disse Guga.

No Brasil, a missão está cumprida. Guga agora irá levar um pouco da sua descontração ao povo do velho continente. O adeus definitivo acontecerá em Paris, no torneio que o consagrou, Rolang Garros. Antes, disputará o Masters Series de Monte Carlo e no ATP de Barcelona.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Treino pra Pequim

Dia de jogo de Seleção Brasileira é sempre uma grande expectativa. Foi o que aconteceu hoje antes da bola rolar nos gramados de Londres. O jogo não foi brilhante, aliás, jogos de “encher os olhos” estão cada vez mais escassos quando se diz em seleção brasileira. Porém, o jogo contra a Suécia, que mais uma vez acabou em 1 a 0, foi importante no quesito Olimpíadas. Eram muitos os jogadores que podem estar em Pequim e mais um monte acima de 23 anos que brigam por três vagas. De fato, o time que no segundo tempo tomou cara de olímpico, com Pato na frente, tem bons jogadores, e com treino e entrosamento tem grandes chances de trazer para o Brasil o único titulo que nos falta.

domingo, 23 de março de 2008

Bom e duvidoso início

Hoje foi dia de algumas pessoas acordarem mais cedo e outras irem dormir ainda mais tarde. Às quatro horas da manhã, os motores já roncavam no grid da Malásia. Massa estava na Pole seguido do seu companheiro de equipe Kimi Raikkonen. Após a largada, Felipe defendeu bem a primeira posição, mais não esperava que algumas voltas à frente sua vontade de vencer morreria na brita.

Raikkonen não desperdiçou a chance e se manteve na frente até o balançar da bandeira quadriculada. Seguido do Finlandês veio Kubica da BMW Sauber e Kovalainen da McLaren.
A temporada começou bem e disputada, mas não para os brasileiros. Além do abandono de Massa, Nelsinho e Rubinho nem sequer chegaram perto da área de pontuação, e continuam sem nenhum pontinho sequer.

domingo, 16 de março de 2008

GRANDE exemplo

Hoje pela manhã estava assistindo a um dos meus programas preferidos, “Esporte Espetacular”, e fui surpreendida por uma linda matéria, que me fez lembrar a grande admiração que tenho e que todos deveriam ter por Maurren Maggi.
São muitos os atletas admiráveis, incontáveis até, mais dentre todos existe Maurren. Mulher de fibra e coragem, exemplo de força e determinação.
Essa no qual o nome é resultado de uma paixão desmedida do pai por um ídolo, hoje inspira muitos deles quando toma em seus braços uma linda criancinha. E essa inspiração não vem apenas pelos saltos firmes naquela bacia de areia, mas pela vontade de saltar barreiras também na vida.
Quando vi estampado na primeira página de todos os jornais e revistas que Maurren tinha sido condenada por Doping, confesso que cheguei a pensar e ter até certeza, que era o fim da linha. Dois anos afastada das competições era tempo demais, a parte física e principalmente psicológica não a deixariam continuar, pelo menos foi o que achei. Nunca foi tão bom me enganar.
Dois anos mais tarde, lá estava ela, novamente pronta para assumir o lugar de onde nunca deveriam ter tirado-a. Aquela bacia de areia era novamente dela, aquele pódio esperava ansiosamente por seus pulinhos de alegria incontida e seu inseparável amigo de pelúcia Leão. Ela estava de volta. Quem diria.
Pequim te espera Maurren e a medalha de ouro também.