sábado, 29 de setembro de 2012

O porco ainda grunhe


Na noite deste sábado, o Palmeiras enfrentou a Ponte Preta, no Pacaembu, e deu mais uma razão para o porco continuar grunhido.

A passos lentos, mas perseverantes, o time do Palestra Itália continua sua saga em busca da permanência na elite do futebol brasileiro. Após a vitória por 3 a 0 diante da Ponte, a torcida saiu esperançosa, e o treinador, Wilson Kleina, tentou conter a euforia diante de mais uma vitória.

Falando em Wilson Kleina, o atual comandante do verdão reencontrou o antigo clube. Após proposta para substituir Luís Felipe Scolari, Kleina deixou a Ponte Preta e assumiu a "batata quente". Chafurdado na lama, e assombrado pelo fantasma do rebaixamento, o Palmeiras apostou no desconhecido treinador. Hoje, diante de um Pacaembu lotado, Kleina fez seu antigo clube experimentar a fúria do gigante cujo poder vem sendo posto em dúvida.

O Palmeiras ainda não se livrou do rebaixamento, e sequer depende só de si próprio para que isso aconteça. Mas, não há como negar que os bons ventos pairam sobre o Palestra. Já são duas vitórias consecutivas, e outra postura em campo. Se continuar assim, é bom os concorrentes amolarem o prego da chuteira. O Porco não está pra brincadeira.

A vitória leva o Palmeiras, ainda 18º colocado, a 26 pontos, dois a menos que o Coritiba, primeiro time fora da zona do rebaixamento.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O futebol dá adeus ao gênio. O gênio, um obrigado ao futebol!!


"É a minha primeira morte". Com esta declaração, Ronaldo "Fenômeno" se despediu do futebol. Mas, essa não foi a mais incisiva frase proferida pelo, agora, ex-jogador em entrevista coletiva concedida para anunciar o fim da carreira. Lembrando o histórico de lesões, que o atormentaram durante toda a carreira e que, talvez, antecipou o fim, Ronaldo soltou: "Perdi para o meu corpo". A frase estampou a capa da grande maioria dos jornais do Brasil e do Mundo. É a pura realidade.

Três vezes melhor jogador de futebol do mundo, maior artilheiro da história das copas, exaltado em todos os clubes por onde passou, uma das maiores sensações do mundo futebolístico, e o jogador que mais vezes morreu e ressuscitou. Mas, desta vez, Ronaldo, definitivamente, PAROU.

Uma carreira que começou no modesto São Cristóvão (RJ), passou pelo Cruzeiro e logo tomou a Europa. O velho continente se rendeu, rapidamente, ao futebol encanto do dentuço, ainda em plena forma física e na flor da idade.

Ronaldo tinha 17 anos quando representou a seleção brasileira na inesquecível Copa do Mundo de 1994. Era o jogador mais jovem a vestir a amarelinha em uma Copa. Ele começava a escrever uma história de consagração e declínio, sempre imbuído do poder da fênix.

Mesmo não se despregando do banco de reservas, exceto no momento do GOL, Ronaldo foi visto e se mudou para a Holanda. O PSV abriu a primeira porta e o fenômeno, com o seu futebol, se encarregou de abrir o resto. Vieram Barcelona, Inter de Milão, Real Madrid e Milan.

Dotado de um carisma ímpar e, quase inigualável, Ronaldo conseguiu agradar, praticamente, a gregos e troianos. Real Madri e Barcelona, Inter e Milan. Na ânsia pela rivalidade, que muitas vezes extrapolava o limite do permitido, as torcidas davam um trégua quando o assunto era Ronaldo. Todos mereciam ter um pouquinho do jogador, sem egoísmo ou sentimento de posse.

Ronaldo cresceu, venceu por três vezes a eleição de melhor jogador do mundo, e caiu algumas vezes. A maior delas, na Copa do Mundo de 2006. Visivelmente acima do peso e mostrando, descaradamente, o desinteresse e falta de paciência com a rotina de treinamento, o fenômeno começou, naquela patética eliminação para a França, o seu processo de abandono do futebol.

Depois, ele até que tentou. Esteve no Milan e chegou ao Corinthians. No primeiro momento, um reforço de peso - sem trocadilhos - ele ainda podia ser um grande jogador. Mostrou a todos os brasileiros e, sobretudo, a torcida do Corinthians, que futebol não se esquece. Foi um dos destaques do time no primeiro ano no clube. Mas, bastaram alguns jogos afastados e a eliminação precoce da libertadores para Ronaldo desistir.

Em entrevista coletiva, Ronaldo, em nenhum momento, culpou a agressividade da torcida Corinthiana como sendo o fato desencadeador da decisão de abandonar o futebol.  Mas, será que um jogador tão consagrado, realizado financeiramente e prestes a encerrar a carreira - provavelmente no final de 2011 - se arriscaria a sofrer agressões por um time, que cá para nós, não é o dele?

Enfim. Após quase 20 anos de carreira, em meio à crises e glórias, Ronaldo "Fenômeno" decretou o fim. Para honrar uma história marcada por fatos inexplicáveis, como a tal convulsão em 98, ele terminou a coletiva com uma polêmica, e revelou o que era um segredo para a esmagadora maioria do público:

"Há quatro anos fiz um exame no Milan que constatou que eu tinha hipotiroidismo. Eu precisava tomar hormônios, mas não podia porque seria pego no doping". E acrescentou. "Alguns de vocês agora devem estar arrependidos de fazer tanta chacota com meu peso, mas não guardo mágoa. Só queria explicar isso no ultimo dia da minha carreira". A explicação de Ronaldo foi contestada por todos os especialistas consultados pelos veículos de comunicação.

No último dia como jogador profissional, Ronaldo encerra a carreira e deixa mais um "asterisco" na sua história. O peso do fenômeno era mesmo resultado da doença?

Mas, se sim ou se não, não interessa. Por maiores que tenham sido os percalços e infortúnios na vida do fenômeno, nada será maior e mais importante do que aquilo que fez dentro de quatro linhas. Ali ele foi brilhante e levou o Brasil, nos pés, ao resto do mundo.

                                             Palmas para o Fenômeno!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A caravela afundou....


Não sobrou só para o técnico vascaíno, PC Gusmão, o ônus pela pífia campanha do time nas primeiras rodadas do Campeonato Carioca. Os medalhões, Carlos Alberto e Felipe, contratos com toda a pompa para serem os líderes e craques do time, também receberam punição. Depois de pouco mais de seis meses no comando do time da colina, PC não resistiu à terceira derrota seguida para times pequenos e está fora de São Januário. Já os jogadores, foram afastados e não enfrentam o Flamengo no clássico do próximo domingo.

PC Gusmão chegou a São Januário com a altivez de quem havia deixado o Ceará na liderança do Campeonato Brasileiro, e trouxe com ele a esperança de repetir o sucesso no Vasco. No início do trabalho, chegou-se a ver lampejos de prosperidade. Mas, não durou muito. Logo o time começou a cair na tabela do brasileirão e, no fim, lutava apenas por uma vaga na Copa Sul Americana.

Naquele momento, não era raro encontrar vascaínos que pediam a volta de Eurico Miranda. Diante da crise e dos inúmeros empates dentro de casa, até os torcedores mais adversos ao antigo mandatário queriam o seu retorno. Fosse de forma sincera, ou apenas para forçar o presidente Roberto Dinamite a tomar atitudes mais enérgicas e devolver ao Vasco o respeito perdido.

Veio o novo ano e as esperanças se renovaram. As contratações, mesmo não sendo as esperadas pela torcida, chegaram. Carlos Alberto mostrava disposição nos treinamentos e parecia que não sofreria tanto com as lesões. A torcida apoiou e comemorou a vitória no amistoso contra o Cerro Porteño, em São Januário. O placar de 1 x 0, com um pênalti perdido por Carlos Alberto, fez a torcida pensar que o jejum de oito anos sem título no campeonato carioca teria fim. O time jogou razoavelmente bem para um amistoso, e em pré-temporada.

Mas, bastou a primeira partida do Carioca, contra o Resende, para as coisas começarem a degringolar. Era apenas o primeiro passo para uma derrocada ainda maior. Vieram Nova Iguaçu e Boavista e as coisas saíram do eixo de vez. Em apenas três partidas, a esperança se transformou em descrença.

Após a partida contra o Boavista, na última quinta-feira, a paciência que restava acabou.  O torcedor protestou, e só poupou o zagueiro Dedé, o único sobrevivente da caravela cruzmaltina, ao menos para a torcida.

No vestiário, os nervos continuaram exaltados. Desta vez, Carlos Alberto e Roberto Dinamite discutiram e tiveram que ser contidos pelo diretor executivo, Rodrigo Caetano. Prova cabal do desrespeito pela instituição Vasco da Gama.

Felipe e Carlos Alberto estão fora, e pela opinião dos torcedores, não farão falta. Felipe ainda não mostrou a que veio, e de símbolo dos áureos tempos de Libertadores, Mercosul e Campeonato Brasileiro, passou a ser marca do mau momento do time. Já Carlos Alberto, abusou da paciência do torcedor. Na última temporada, passou mais tempo no departamento médico do que em campo e, nas primeiras partidas deste ano, se mostrou apático em campo e mais “fominha” do que nunca.

Agora, é juntar os cacos e tentar se reerguer. Afinal, o campeonato carioca também tem série B, e do jeito que as coisas andam, não é exagero alertar para o perigo.

A chance para espantar a crise está no clássico do próximo domingo, no Engenhão. O time da Colina, chafurdado na lama, irá enfrentar o Flamengo, absoluto e confiante na competição. Os jogadores do time Rubro-negro preferem usar a máxima de que em clássico não há favorito. Já a torcida, não economiza nas piadas e deboches. Aos jogadores do Vasco, só resta tapar os ouvidos e colocar o coração na ponta da chuteira, e aos torcedores, esperar por dias melhores.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

V de Vasco, Vitória e Verdade

Lédio Carmona
Eu estava em São Januário no sábado e não entendi as vaias de parte da torcida vascaína para o time após empatar em 3 a 3 com o Grêmio. O Vasco acabara de fazer uma excelente partida contra a melhor equipe do segundo turno. Cedeu o empate no fim, mas, descontado o resultado final, jogou com intensidade e personalidade que mereciam aplausos. No fim daquela noite, PC Gusmão foi verdadeiro e não escondeu sua preocupação. “Os jogadores ficaram abalados. O clima no vestiário está muito ruim”.

Aí está a grande diferença do Vasco, do Brasileirão-2010, para aquele que foi rebaixado em 2008 e, após perder a final da Taça Guanabara desse ano para o Botafogo, jamais se reencontrou no Cariocão. A equipe de PC, além de ser melhor, não senta em cima dos problemas, das dores e das decepções. Dentro de suas limitações, consegue reunir forças, ânimo e sempre se reinventa. E, graças a essa postura, impõe uma revolução, ainda discreta, porém real, dentro de São Januário.

A revolução tem duas frentes. Uma puxa a outra. Há muito tempo o Vasco não tinha um time onde os jogadores mostravam prazer de vestir a camisa do clube. Nota-se dedicação em campo, vontade e comprometimento. Na campanha da Série B, havia um pouco disso. Mas, agora, a sensação de entrega é ainda maior. Comparados a grupos prostrados e indolentes que andaram envergonhando a história do clube e rebaixando a marca, é um passo gigantesco na reconstrução.

Ao mesmo tempo, a recuperação do “time” trouxe de volta o torcedor. Se ele vaiou no sábado, é porque sabe que o time pode ser vencedor. Há confiança. Há respeito. Há troca. Há incentivo. O Vasco está no meio da tabela e seu seguidor, consciente das dificuldades do clube, sonha com algo a mais, porém já tem uma sensação de bem-estar e felicidade. Para quem nos últimos tempos não teve nada, um pouco já é muito. E o muito é quase demais.

E, por fim, PC Gusmão fez o time encaixar. O Vasco hoje tem Dedé, que interessa ao Bayer Leverkusen, e a terceira melhor defesa do Brasileiro. Ontem não teve, mas conta com Fágner e Ramon para as laterais. Felipe e e Zé Roberto estão jogando muito. Falta um centroavante, porém Eder Luis, com 8 gols, assumiu o papel de artilheiro. Não é uma máquina, não é perfeito, talvez não seja ainda sedutor. Mas o Vasco hoje tem um time. De verdade. E, de novo, uma torcida orgulhosa e de cabeça erguida.

E o Corinthians? Dois pontos em 18 disputados. O Corinthians tem time. Mas não teve cabeça, serenidade e cabeça fria para lidar com os maus resultados. Por falar em calma, veja a polidez e a educação de Souza, menos de 10 gols em dois anos, na saída de campo…

A diretoria fez uma trapalhada ao demitir Adílson Batista. Hoje, não tem rumo, não tem paz, não tem chão, não tem união, e não tem treinador, na reta final da campanha. E ainda me botam um interino cujo presidente do clube sequer conhece o nome. E agora, como reparar o estrago? Ainda dá tempo. Mas é viável? Ah, sim, Ronaldo volta contra o Guarani. Então tá…

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Como diria o Rei.... São tantas emoções!!!!

A quarta-feira começou com o jogo Vasco x Vitória. O time da Colina entrou em campo amparado pela festa da torcida. Os sinalizadores iam além da sua função mais conhecida de fazer fumaça, e davam o recado. “O Time da Virada”

A emoção foi até o fim. O Vasco começou com tudo. Aos 15 minutos, Magno abriu o placar e encheu de esperança os torcedores cruzmaltinos. Mas, a euforia se transformou em descrença quando Nilton fez pênalti, e foi expulso. Era o empate do Vitória.



Agora, era preciso fazer três gols. Fez dois. E se não fosse a ajuda do juiz, fatalmente, chegaria a classificação. Em lance aos 32 minutos do segundo tempo, Élton sofreu pênalti. Carlos Alberto converteu e fez 3 a 1. O goleiro Viáfara, que derrubou o atacante vascaíno na área, continuou em campo. O mesmo lance que tirou Nilton da partida resultou em apenas um cartão amarelo para o goleiro do Vitória. Nessa altura do jogo, o time baiano já havia feito as três substituições.

A outra semifinal da Copa do Brasil surpreendeu. Não pelo momento atual, mas pelo peso da camisa. Palmeiras e Atlético-GO se enfrentaram no Serra Dourada, em Goiânia. E deu Atlético. No tempo normal o Dragão venceu por 1 a 0. A decisão foi para os pênaltis. A partir daí, o que se viu foi um show dos goleiros e uma grande incompetência dos batedores. De dez cobranças, apenas três balançaram as redes.



A primeira semifinal estava decidida. Atlético-GO x Vitória.

Mais tarde, Santos enfrentou o Atlético-MG na Vila Belmiro. Envolta na polêmica criada pela provocação dos jogadores do Santos a Luxemburgo, a partida transcorreu na mais santa paz. O Santos venceu por 3 a 1, e Luxemburgo teve que aceitar. A hora dele chegou.

A tarefa mais fácil foi do Grêmio. O tricolor gaúcho recebeu o Fluminense e venceu. Vitória em casa e fora de casa. Classificação mais que merecida.

Na outra semifinal, Santos x Grêmio. Semi com toda pinta de final.